Sionismo

Sionismo

 

O sionismo é, hoje uma grande abiguidade dentro do Hashomer Hatzair, no sentido prático, pois há um grande número de discussões e debates bem sucedidos com finalidade de estabelecer um padrão de opinião em relação à política israelense e à sociedade e cultura do país. No entanto, o conceito é muito mais amplo e abordado de maineira muito mais diversa do que se foi capaz de trazer ao movimento até hoje, além disso, os movimentos juvenis judaicos encontram sua limitação nas ações, tornando-se instituições que optam por atuar restritamente na conscientização e não na perspectiva mais militante da palavra. O conceito do sionismo acaba por raramente dar origem a projetos concretos de ativismo.

A definição de sionismo, apesar de distinta dentre os pensadores da área, traduz-se na ideia de que todos os povos consolidados, mais especificamente, nesse caso, o povo judeu, têm direito à autodeterminação e, para isso, faz-se a necessidade de um Estado próprio, no qual possam estabelecer suas próprias regras de conduta religiosa, cultural, social, política, econômica, etc… Sem que isso venha a interferir nesse mesmo direito alheio.

O sionismo, a partir de uma perspectiva histórica, tem uma origem também controvérsia. Alguns afirmam que esse sentimento está presente desde o primeiro exílio bíblico sofrido pelo povo judeu da terra de Israel para a antiga Babilônia, outros afirmam que o determinante para a criação de um sionismo maciço foi a escritura do “Estado Judeu” de Theodor Herzl, em 1896, motivado pela necessidade de resguardo devido à onda de antissemitismo que se propagava pela Europa Ocidental. O fato é que nesse momento do século XIX nasce o sionismo político, ou moderno, que é ratificado pelo primeiro congresso sionista em 1897.

Nessa época, um grande número de correntes sionistas famosas e mais divulgadas no meio acadêmico até hoje, como o socialista (Dov B. Borochov & Aaron D. Gordon), Religioso (Abraão I. Kook) e Revisionista (Lev Joabotinsky), no entanto, grandes personalidades judias do mundo moderno também foram influenciadas por essas ideias e se posicionaram em relação ao Estado judaico. Dentre elas, podemos citar: Albert Einstein, Hannah Arendt, Sigmund Freud, Menachem Mendel Schneerson (Rebbe de Lubavich), Baruch Spinozza, etc…

O Hashomer Hatzair, desde a sua criação, em 1913, assumiu uma postura tendenciosa para a esquerda israelense, que foi confirmada com a adoção do socialismo na listagem de pilares chave, em 1918. Portanto, até hoje, o movimento diz apoiar as ideias de Dov Ber Borochov e Aaron David Gordon, o chamado sionismo socialista, hoje mais conhecido apenas como sionismo de esquerda.

Historicamente, grande parte da conexão do movimento com o sionismo vem da motivação dos pehilim com a construção, colonização e do Estado de Israel, gerando um grande alihamento das duas trajetórias históricas, através das grandes aliot, com a construção de kibbitzim, moshavim e comunas, como Negba e Degania;  participação política em inúmeros partidos representantes da esquerda do Oriente Médio, como o atual Méretz, Avodá, Mapai e Maapam; participação em brigadas de defesa da terra em momentos de crise, como na criação e guerras específicas antes da unificação do Tzahal, como a de !948; assim como com a sua coalizão ideológica com organizações de fins pacíficos e críticos à política de direita do knesset (parlamento nacional), como o Shalom Achshav, surgido em 1978 devido às complicações durante o acordo de Camp David.

Hoje, o sionismo é utilizado pelos chaverim do movimento como guia metodológico para transcender seu raio de ação e gerar um foco de atuação em relação à política israelense. O movimento se coloca a favor dos acordos que envolver o diálogo bilateral e seguro com o povo Palestino com o intercâmbio de territórios, que proporcione a possibilidade de convivência de dois Estados independentes dentro do antigo país que constituía Israel em 1967 após a guerra, por isso, defende a regressão dos assentamentos em regiões B e C e renegociação de territórios de grandes cidades judaicas na atual Cisjordânia, além do acolhimento por parte tanto do governo israelense e palestino dos refugiados e descendentes desses (um total de 8 milhões de pessoas, hoje). Economicamente, o Hashomer Hatzair defende um estado interventor e regulador das relações econômicas, com insvestimentos maciços em núcleos sociais estratégicos, como educação, saúde e transporte. A separação dos preceitos religiosos e dos direitos constitucionais é também um princípio defendido pelo Hashomer, que difere de outros movimentos mais conservadores.

A diáspora têm também, papel crucial na estruturação e sustento político e financeiro de Estado, promovendo o apoio e criticando com fim de reestruturação do governo e formação de um melhor país. Israel, segundo o movimento é indiscutivelmente o país judaico e íntegri, formado para identificar e abrigar cada um que se considera parte da identidade , cultura e história do povo judeu. Israel, para os shomrim, tem a função de guardar a tradição e a vivência do povo, a fim de aprende com o sofrimento a valorizar o homem e sua individualidade, prezando por sua liberdade e condição de vida, traduzida do hebraico, Israel seria a luz dentre os povos, “ha hor im ha gohim”.

 

Vaadat Chinuch – 2015

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