Ken Beit M. A.

Ken Beit M. A.

O Ken Beit, nossa querida sede ou ‘ninho’ situada em Botafogo, esconde inúmeras histórias atrás do seu tímido portão azul. Em meados de 1946, o Hashomer Hatzair começou a se organizar no Rio de Janeiro. Os chaverim do Shomer faziam reuniões no colégio Hebreu-Brasileiro. Em 1948 foi fundado o primeiro ken no Rio, situado na Rua Carlos Vasconcelos, Tijuca.A partir daí, a Tnuá se multiplicou e, em alguns anos, já existiam mais dois kenim no Rio: um em Madureira e outro no Flamengo. Em mais alguns poucos anos é criado o Ken Beit Mordechai Anilevitch, em Botafogo, que honra o nome de Mordechai Anilevitch, chaver do Hashomer Hatzair que liderou o levante do gueto de Varsóvia durante a Segunda Guerra Mundial.

Por volta de meio século mais tarde, o Ken Beit continua existindo, mostrando os valores de sua forte tradição. Já foi palco de inúmeras reuniões sobre o sionismo político ou o socialismo marxista, além de ter sido um local de refúgio para pessoas perseguidas durante a Ditadura Militar Brasileira.

Atualmente, o Ken Beit abriga o CCMA (Centro Cultural Mordechai Anilevitch), que é o maior responsável pela manutenção da casa e que funciona como um centro cultural para a comunidade shômrica. Além disso, durante os sábados, essa enorme casa recebe em torno de 100 chanichim correndo por seus campos e corredores entre as 14 horas (horário de início das atividades) e as 18:30 h, quando as paredes do ken tremem ao som do forte Chazak Ve’ematz entoado pelos chaverim ao fim de mais um glorioso Mifkad de encerramento das atividades.

Aos sábados, os madrichim dão atividades por shichavot (Chalutzim, Mitnadvim Alef, Mitnadvim Bet, Bnei Israel Alef, Bnei Israel Bet, Tzeirim Alef, Tzeirim Bet e Tzofim). Essas atividades consistem em peulot (jogos, danças, shironim, chuguim, dinâmicas…) e sichot (marco de educação não formal mais conteudística que segue uma tochnit através de dinâmicas e discussões-debates). Também faz parte dos sábados, a menuchá (descanso), onde os chanichim comem com o dinheiro da Kupá arrecadado, e o Mifkad.

A casa ostenta diversos chedarim que são pintados pelos chanichim no Chodesh (mês de aniversário do Shomer), além de dois campos de futebol, a mesa de cimento que está em cima dos livros enterrados, o “Acre”, o “cantinho da meleca”, o salão, a cozinha e outros. No mais, não é errado dizer que esse significativo ken está no coração de cada pessoa que já botou os pés portão azul adentro.

Chazak Ve’Ematz!

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